Sidonie

Hadoux

Lille – França

oplus_34

2023

Um café, sábado, 8 de junho de 2023, Arles. Enfim, três cafés: um para a Marie, um para o Didier e um para mim.
Foi aqui que os encontrei pela primeira vez, depois de uma semana de abertura do festival nas pernas, depois de noites curtas, depois de dezenas de exposições nos olhos. Alguns dias antes, eu tinha respondido, sem grande convicção, ao Mardi Pluriel, um post no Instagram. Agora não sei como nem porquê. Estava escrito: “Estaremos em Arles de 5 a 8 de julho, escrevam-nos e encontrem-nos.

Escrevi. Eles responderam. Fui ao encontro. Exceto que, naquela manhã de festival, éramos três pessoas que não sabiam muito bem o que faziam ali. Pois…
Mostrei-lhes, de forma desajeitada, as minhas fotos — aquilo que tento fazer há três anos, do fundo do meu ser. Pois… Compreendi que aquilo era uma residência, e que eu queria fazer parte dela. Para fazer o quê? Acho que, naquele momento, eu ainda não sabia realmente. Goudargues fica longe da minha casa, dos meus terrils, das minhas falésias, das minhas casas de tijolos vermelhos, dos meus blockhaus e também dos solos poluídos por metais pesados. Mas sei que não respondi àquela publicação por acaso. Vou descobrir como chegar até aquele rio. No fim, ele deixa-me recolher pequenas coisas entre dois diapositivos. Para olhá-lo melhor? Para me ajudar a entrar e a continuar. A Marie também me deixa recolher pequenos fragmentos dos seus pratos deliciosos. Os outros divertem-se a observar-me. Eu também. Os meus olhos riem, e o meu coração agradece.

Pois. Às vezes, estamos mais perto de casa do que imaginamos…
A norte estavam os corons, o céu tocava o horizonte, e Goudargues tornava-se uma segunda casa

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