Há vidas assim
Um pouco abruptas
O trabalho por onde se deve andar
As responsabilidades a prender
A fadiga que se deita sobre os olhos
e o corpo que se quebra
Por onde andar
Não sabemos
Há o desejo ali
Move-se no canto da cabeça
E depois, um dia, bebemos vinho ou rum
E fazemos sem saber realmente o quê,
É o amor que vai construir
O prazer vai superar o medo
O suor é o néctar do cérebro em flor
Há vidas assim
Tão doce como Elita
“Et au milieu coule une rivière…”