« Et au milieu coule une rivière… » e depois!
Depois que o tempo faz o seu trabalho,
Depois que a nascente se esgotou e que a água desapareceu,
Fica o seu leito,
Como os vestígios de um tempo que já passou.
Alguns pequenos montes aqui e ali,
Testemunhos de uma antiga atividade que já não é.
A ribeira partiu e deixou o seu leito à vista de todos.
Tudo como o nosso,
Escondido pelos lençóis,
Protegendo os nossos corpos na noite fria,
Até o último momento,
Quando o sudário nos deixará ali,
Inertes, à espera do depois.